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Literalmente moderna


Lydia Dias de Aguiar do Amaral deu a luz no dia primeiro de setembro de mil oitocentos e oitenta e seis a quem se tornaria, mas tarde uma grande artista, Tarsila do Amaral.
Natural da cidade interiorana de Capivari, no estado paulista. Tarsila, filha de José Estanislau do Amaral estudou na capital São Paulo e em Barcelona na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, a obra ‘Sagrado Coração de Jesus’.
                Mãe de Dulce, sua única filha. Casou-se com André Teixeira Pinto, depois de sua volta de Barcelona.
                Tarsila inicia seus estudos artísticos depois de sua separação matrimonial.  E assim conhece Anita Malfatti, no ateliê de Pedro Alexandrino. Em 1920, vai a Paris estudar na Académie Julien e com Émile Renard. Tem conhecimento da Semana de arte moderna e volta ao Brasil. Anita a introduz no grupo modernista e começa a namorar o escritor Oswald de Andrade. Faz parte do ‘grupo dos cinco’: Tarsila, Anita, Oswald, o também escritor Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas, conferências. Em dezembro de 22, ela volta a Paris e Oswald vai a seu encontro.
                Por mais que não tenha participado da semana de arte de 1922, ela integra-se ao movimento modernista iniciado no Brasil. Retorna a Europa em 1923, e tem contanto com os modernistas lá encontrados: intelectuais, pintores, músicos e poetas.
A artista dá início à obra Pau-brasil, caracterizada pelas cores fortes acentuadamente brasileiras. Em 1926, casa-se com Oswald e em 28 pinta o Abaporu, para presentear seu esposo, que cria o movimento antropofágico. A partir do manifesto antropófago escrito pelo mesmo, outras obras desse movimento são: 'Sol Poente', 'A Lua', 'Cartão Postal', 'O Lago', 'Antropofagia'.



Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil. Separa-se de Oswald em 1930. Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50. De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados. Nos anos 50 volta ao tema “pau brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza. Falece em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.



Vitória Nunes

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