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Brasil

Realidade Repudiante

Segundo o jornalista Clóvis Rossi, jornalismo, independentemente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos: Leitores, telespectadores ou ouvintes. Uma batalha geralmente sutil e que usa uma arma de aparência extremamente inofensiva: A palavra, acrescida, no caso da televisão, de imagens.
O verdadeiro profissional, jornalista, isto é, aquele que possui curso superior e até muitas vezes que dispõe de pós-graduação, não está sendo valorizado diante do mercado de trabalho.
Imagine como seria o mundo se não existisse comunicação? Ou sendo melhor em minha indagação, como seria a comunicação se não existissem os profissionais (graduados, é claro) e as empresas de comunicação?
O verdadeiro jornalismo é aquele que se faz com responsabilidade, seriedade, dinamismo, interagindo com o telespectador e principalmente respeitando-o. Não é raro encontrar o oposto disso, mas ainda bem que a exceção ainda não se tornou regra.
A comunicação é essencial ao planeta, não há como imaginar o mundo sem os meios e os profissionais dessa área.         
O fato é que não estamos necessitando de quantidade e sim de qualidade, falo não apenas como telespectadora, contudo como estudante e futura vestibulanda do curso de jornalismo (comunicação social).
Estou cursando o segundo ano do ensino médio e muitos acontecimentos confundem minha escolha quanto à profissão que seguirei pelo resto da vida. Minha escolha eu já trago em minha mente por afinidade e certo tipo de vocação, só descobrirei se é real no decorrer do curso, isso é fato.
Dentre os acontecimentos que me confundem citarei aqui somente dois, para mim são essenciais: Primeiramente o fato de não necessitar de graduação para ocupar o mercado de trabalho na área da comunicação, simplesmente adquirir um certificado no Ministério do Trabalho.
Em segundo lugar, uma João Pessoa fascinada pela maior “incentivação’’ de violência em pleno horário de almoço, horário esse disponível para o descanso e a informação sim, mas a de qualidade.
A melô do Môfi então é a sensação do momento, até a Folia de Rua já alcançou, reunindo e incentivando a marginalização pelas ruas da capital.
Ser bandido virou prestígio agora, sair na TV respondendo as perguntas de um certo foice, virou moda. Até mesmo os cidadãos de bem estão tomados pela febre, o que é uma vergonha.
É verdade, Môfi virou celebridade, por onde passa arranca sorrisos e é convidado a fotos por uma sociedade influenciada pela mídia irresponsável, sem qualidade.
Em outros canais de televisão também existem casos de incompetência e falta de qualidade, banalizando a profissão digna e admirável de jornalista. Isso é resultado do primeiro acontecimento que citei, da falta de valorização da profissão, através de oportunidades de emprego a pessoas não capacitadas, sem graduação.
Não sei o que é pior: A falta de valorização dos jornalistas, a falta de intelectualidade dos cidadãos ou a violência com índices cada vez maiores... Quanto a isso, prefiro não opinar.
       Vitória Nunes

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